Não é coisa de se orgulhar, o Brasil ocupa o quarto lugar em pirataria de games online no mundo, segundo relatório da Aliança Internacional de Propriedade Intelectual (IIPA) entregue ao governo americano e divulgado pela Associação de Software de Entretenimento (ESA) na terça-feira (15/2). De acordo com a IIPA, o Brasil fica atrás apenas da Itália, China e Espanha em termos de pirataria de games, numa lista que inclui outros 35 países. A entidade propôs ao governo americano que 33 desses países sejam incluídos pelo governo dos EUA na lista dos que “falham em proteger adequadamente ou efetivamente direitos de propriedade intelectual”.
Como podem ver, se nem mesmo países grandões escapam disso, o Brasil não tem chance mesmo. A recomendação é que o Brasil permaneça na lista de observação, como reconhecimento de que o novo governo vá fornecer uma oportunidade de garantir os direitos de criadores locais e estrangeiros. No comunicado, a empresa afirma que “o Brasil deveria reavaliar as barreiras de acesso ao mercado que resultam na venda de produtos legítimos por preços inacessíveis a muitos brasileiros”.
Houve uma vez que ocorreu o "Dia do Jogo Justo", um protesto onde vários jogos foram vendidos a 99 reais cada - cerca da metade do valor geralmente cobrado.
“Nossa indústria continua a crescer nos Estados Unidos, mas níveis epidêmicos de pirataria online prejudicam as vendas e o crescimento [do setor] em diversos países, como Itália, China, Espanha, Brasil e França”, afirmou o presidente e CEO da ESA, Michael Gallagher, em comunicado.
A ESA cita dados da empresa de pesquisa NPD, que estimou em 24 bilhões de dólares a receita com videogames nos EUA em 2010. Deste valor, 5,1 bilhões vieram de downloads de software e taxas de assinatura online.
Não estou querendo culpar ninguém, mas acho que os impostos poderiam ser menores para que o preço seja mais acessível. Quem aqui nunca comprou um produto pirata ao menos uma vez. Hoje em dia está muito difícil manter um PS3 com jogos atuais por causa dos altos preços dos lançamentos sendo que, boa parte desse valor vem de impostos. Seria bom pensar no quanto o mercado de jogos progrediria se baixassem os impostos. Até eu, que sou um zero a esquerda, compraria jogos originais com mais frequência!
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