terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Assassin's Creed, o primeiro jogo da série de sucesso



Em Assassin's Creed, você é Altaïr, um assassino de elite que trabalha de acordo com a filosofia da Ordem dos Assassinos, uma seita que realmente existiu e tem suas raízes no final do século XI. Seguindo um código de honra rígido que não permite o assassinato de inocentes ou o comprometimento da irmandade, além de exigir discrição máxima, Altaïr é enviado para aniquilar 9 homens, todos eles líderes importantes e que são peças-chave do plano católico. Sua missão é concluir todos os assassinatos sem deixar rastros de sua irmandade nos locais do crime. Esse é o enredo básico de Assassin's Creed! A liberdade de ação e a jogabilidade de Assassin's Creed chamam muita atenção dos jogadores. Os gráficos consistentes e o enredo complexo são excepcionais, porém o que há de mais revolucionário no jogo é sua experiência incrível de interação com o cenário. As construções podem ser escaladas de diversas formas, dando muito mais autenticidade às fugas furtivas nas quais o personagem se esconde em pilhas de feno, esconderijos no telhado, em meio a monges e em bancos de praça.
Para encontrar o homem a ser assassinado, Altaïr deve percorrer a cidade em busca de pistas, que geralmente surgem no mapa quando o herói escala torres que lhe oferecem uma visão privilegiada de uma região da cidade. Dessa forma, é possível perceber as mais diversas formas de se adquirir informação. São informantes que servem à sua casta, pessoas conversando em praças, outros assassinos com maiores informações do alvo e até representantes públicos de seu alvo.
O personagem pode espancar os porta-vozes de seu alvo, roubar cartas e mapas com detalhes de operações que serão realizadas por ele, sentar-se em um banco e ouvir conversas de guardas e pessoas próximas ao líder e até ajudar informantes de sua ordem para conseguir maiores detalhes. Cada alvo conta com diversas formas diferentes de se recolher dados, cabendo ao jogador decidir quais são as mais importantes. Ao resgatar informações suficientes, Altaïr deve ir ao covil dos assassinos para receber autorização para o assassinato.
A forma de proceder durante o ataque também é completamente mutável. Escolher entre uma operação furtiva ou um ataque imprudente fica a critério do estilo do jogador, ainda que na maioria das missões seja mais sensato atacar silenciosamente (é claro!). A magnitude de cada uma das quatro cidades representadas em Assassin's Creed contribui com esse fator, permitindo ao jogador percorrer uma área enorme e que aumenta muito o tempo de jogo.
Tudo isso pode ser realizado em quatro cenários diferentes: Acre, Jerusalém, Damasco e Masyaf. Esta última cidade abrigou o covil da Ordem dos Assassinos durante muitos anos. O nível de detalhamento das cidades é impressionante: as pessoas que trafegam na rua parecem ter personalidade própria, com maneiras de andar e roupas totalmente diferentes. Cada um dos distritos também tem características próprias, como a região pobre de Acre, que parece ter sido coberta por uma espécie de foligem escura. Enquanto o jogador passeia pelas ruas, cruza com mendigos, loucos e corpos mortos. Ainda existem também certas missões alternativas, como coletar um número específico de bandeirolas em cada cidade, matar 60 templários escondidos pelo cenário ou salvar cidadãos da pressão injusta por parte dos guardas.
Dessas missões, as únicas que representam mudanças visíveis no jogo são os regates de cidadãos. Ao protegê-los, arranjando um boa briga com os guardas que os provocam, Altaïr ganha a sua confiança e admiração. Dessa forma, ao salvar homens, ele obtém acesso a grupos de monges, que o auxiliam na hora de se misturar à multidão. Salvando mulheres, um grupo de “vigilantes” — grandalhões cheios de massa muscular — aparece naquela região: sempre que seu personagem estiver em perseguição e passar por ali, os homenzarrões farão o possível para impedir a passagem dos guardas. Isso pode ser de grande ajuda em vários momentos do jogo.
Combater templários pode não parecer tão emocionante à primeira vista, porém conforme o jogador evolui na história e começa a encontrar mais e mais templários pelas cidades e estradas, aniquilar os cavaleiros da ordem mais famosa da história torna-se um prazer. A resistência e as técnicas de combate desses cavaleiros são muito mais complexas que a dos guardas comuns, tornando os embates mais desafiadores e interessantes.
Para entrar na cidade, não basta passar impunemente pelos guardas. Estes notarão suas vestimentas pouco convencionais e proibirão sua passagem. Portanto, você deve optar entre entrar por cima dos guardas, esgueirando-se em vigas no alto do portão, ou escondido entre monges. Ao entrar em Damascus, a maioria dos jogadores arregala os olhos. A cidade parece viva: comerciantes gritam seus preços e vantagens, pessoas dos mais diversos escalões percorrem as ruas, guardas carregam um ar de maldade em seu rosto, enfim uma das melhores reproduções já vistas da Idade Medieval. Agora atenção para os Spoilers:
A história não gira apenas em torno de Altaïr, mas também de Desmond Miles, um jovem de 25 anos (a mesma idade de Altaïr) que vive no presente. No início do jogo, Desmond acorda prisioneiro de dois cientistas. Um deles lhe explica sobre o ANIMUS, um sistema que é capaz de ler a memória genética presente no DNA humano, que liga a pessoa aos seus ancestrais.
Segundo o jogo, nosso DNA transmite as memórias de nossas experiências para nossos filhos e assim por diante. Desmond provém da linhagem de Altaïr, e por isso guarda em seu sangue toda a história do assassino que viveu num dos períodos mais conturbados da história. O final deixa espaço para a continuação, Assassins Creed 2, do qual falarei em algum post futuro.









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