Parece que qualquer filme de animação que se preze, não está completo sem uma ramificação que acabe por atingir os videojogos. É assim desde o início das consolas/computadores e continua a ser ainda nos dias que correm.
Essa "normalidade" trouxe até nós,Rango, a adaptação para videogame do próximo filme de animação da Paramount em cooperação com a EA, que já se encontra nas salas de cinema.
Normalmente, estes jogos, tal como as adaptações de jogos para cinema, acabam sempre por ficar entre o mau e o mediano em termos de qualidade, qual será então o escalão onde se enquadra Rango?
Em Rango, você é ...Rango, um camaleãoSheriff, responsável por uma cidade ao estilo Faroeste, com o nome, Dirt. Embora seja uma aldeia calma e cheia de animais pacíficos, existem sempre umas ovelhas negras (aqui talvez mais, lagartos negros?), que gostam de causar confusão ao estilo do velho oeste.
Como qualquer bom Sheriff, Rango terá de percorrer vários cenários, de forma a encarar os vários vilões, e descobrir a história por detrás de umas pedras verdes com poderes místicos especiais.
Os cenários de Rango são inspirados em temas típicos do velho Oeste, não faltando sequências de tiroteios, perseguições a cava...avestruz ou de morcego, e ainda um ataque a um comboio em movimento. Tudo isto construído em redor de um jogo de plataformas.
Controlar Rango em zonas de plataformas é feito como um jogo típico de ação na terceira pessoa. Rango pode dar dois saltos seguidos, atacar com murros diretos e ainda rebolar numa qualquer direção.
Para ataques de longa distância o herói da história pode utilizar uma pistola similar a uma arma de água, com a qual pode disparar de forma rápida, ou apontar, tal como num FPS, para uma maior precisão.
As sequências pré-definidas, como as perseguições de Avestruz colocam o jogador em corridas desgarradas onde é preciso evitar os obstáculos enquanto atingem os vilões com a pistola em pleno movimento. Estas seções não são absolutamente difíceis, mas oferecem um desafio e até alguma diferença na jogabilidade.
Enquanto vão jogando Rango, vão notar que este Oeste selvagem também tem uma moeda de troca, que neste caso, são estrelas de Sheriff, as quais podem colecionar, para comprar coisas para o personagem, como: mais saúde, mais munições, recarregamento mais rápido, entre muitas outras.
Em termos de colecionáveis, vão poder procurar pelos cenários por depósitos de minerais que contém estrelas de Sheriff quando explorados e aquários com exemplares do peixe Mr. Timms.
Em termos visuais, Rango não é propriamente um jogo feio ou pobre a nível gráfico, os cenários são visualmente agradáveis e até bem trabalhados. Os personagens também estão bastante bem trabalhados e são boas as recriações digitais do visual do filme.
De qualquer forma, vão poder encontrar aqui alguns problemas relacionados com a framerate, que desce a pique quando há muita confusão no ecrã, e diversos bugs, especialmente relacionados com os cenários, mostrando linhas entre os segmentos do mundo, como tudo tivesse sido montado por peças.
No que toca ao som, podem contar com uma banda sonora bastante boa, embora os sons sejam bastante "artificiais", algo ao género do estilo clássico no que toca aos videojogos.
Já com as vozes, estas também não estão nada más, mas infelizmente, ao contrário do filme, que é publicitado amplamente por ter a voz de Johny Depp, no jogo não tem.
Rango é mais um dos muitos jogos do gênero, que não aquece nem arrefece. Não é de fato um jogo ruim, nem está estragado em qualquer uma das suas muitas vertentes. Mas além disso, é um dos muitos jogos que não vai além do bom, especialmente se for jogado pelos mais novos. Para os mais crescidos, existem melhores propostas no mercado que envolvem tiros, plataformas e até algum combate corpo a corpo.
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